22/-02/2010 - Brasil perde mais espaço para a China
O Brasil tem perdido cada vez mais espaço para a China, nas Olimpíadas do mercado industrial de exportação, principalmente nas vendas para os Estados Unidos, México e a Argentina. Em 2009, a China disparou em alguns segmentos. Por sua vez, o Brasil ficou estável nos mercados norte-americanos e argentinos e teve queda expressiva no México. Os dados são do Observatório Brasil-China, do terceiro trimestre do ano passado, divulgados em meados de janeiro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).De outubro de 2008 a setembro de 2009, a participação dos produtos brasileiros nas importações norte-americanas se manteve na casa de 1,38%, o mesmo que em 2001.  A presença chinesa disparou 18,82% no acumulado de 12 meses encerrados em setembro do ano passado, 10% a mais do que os 8,64% registrados em 2001.

Contudo, a participação do Brasil nas importações dos Estados Unidos foi superior à da China em 11 dos 30 principais setores da pauta de exportações brasileiras para aquele mercado (celulose, fumo, café, armas e munição, ferro e aço, frutas e aeronaves). Os chineses ganharam nos setores de produtos químicos, caldeiras, máquinas, plásticos e alumínio.

Nas importações da Argentina, o Brasil recuou de 35,84% em 2005 para 29,9% no acumulado de outubro de 2008 a setembro de 2009. Em igual período, a fatia dos produtos chineses cresceu de 4,93% para 12,4%.

No México, as exportações caíram de 1,78% nos 12 meses terminados em agosto de 2008 para 1,60% em 2009. No mesmo período, a presença chinesa aumentou de 10,98% para 12,91%. A perda foi em setores como minérios, máquinas e aparelhos elétricos, produtos farmacêuticos, ferro fundido e aço, automóveis e café.

Já no comércio entre o Brasil e a China, as importações chineas de produtos brasileiros aumentaram 18,3% em relação a 2008, entre janeiro e setembro de 2009. No mesmo período, as exportações da China para o Brasil caíram 25,8%. O fluxo bilateral acumulado de janeiro a setembro somou US$ 30,4 bilhões, com vantagem para o Brasil, que obteve um superávit de US$ 4,9 bilhões no comércio com a China.

 

 
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