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EDITORIAL •

TECNOLOGIA EM FOCO PARA UMA

DESPEDIDA EM ALTO ESTILO

O mercado produtivo brasileiro atravessa um

período de estagnação aguda. Desta vez agravado,

não apenas a uma crise econômica e política, mas pela

falta de incentivos e financiamentos que há muito foi

deixando de existir, principalmente para os pequenos

e micro empresários, o que gerou principalmente

uma crônica incapacidade de investimento na cara

renovação tecnológica.

Ao lançarmos os holofotes sobre a indústria têxtil

e de confecção nos deparamos com um mar de

máquinas e equipamentos obsoletos. Poucas são

as empresas que conseguiram manter uma política

de inovação tecnológica bem sucedida, cujo olhar

sobre as tendências de seu segmento tenha se

tornado um exercício constante. Essas cresceram

até aqui. Essas, muito provavelmente, sobreviverão

ao tsuname de matérias-primas e maquinário que

para muitos parecem ser produtos de outro mundo,

como os tecidos inteligentes, os não tecidos, as

máquinas automatizadas, as impressoras digitais

velozes e de resolução inquestionável, os programas

de computador em 3D que permitem a equipe de

criação trabalhar na mesma peça em tempo real,

virtualmente, cada pessoa em um local diferente.

Sem falar dos processos produtivos inovadores e

econômicos, entre tantas outras modernidades e

recentes tecnologias que se aperfeiçoam a cada

instante e nos obriga a investir e reinvestir em

inovação. O custo é incalculável. Como sustentar

essa situação em um país que não produz tecnologia

para a indústria, cujos governos fazem vista grossa à

gravidade da situação?

Somente instituições como as universidades, como é

o caso do Senai Cetiqt, que tem aparato do governo,

é capaz de investir R$100 milhões em tecnologia de

ponta e ainda desenvolver pesquisas para prever e se

manter a um passo à frente da realidade de mercado.

Essa instituição, que podemos, sem sombra de dúvidas,

compará-la a outras instituições de primeiro mundo,

é para nós, meros empresários, a visão do futuro, o

sonho de um dia encontrarmos em nossas indústrias,

o mesmo avanço tecnológico. Enquanto isso não

acontece, contamos com o repasse do conhecimento

e a prestação de serviços que o Senai Cetiqt promete

repassar ao setor. Diante das novidades anunciadas

para 2016, a Revista Moda Rio visitou a instituição

para ver o que está por vir.

Na continuidade de cobrirmos eventos que tragam

informações tecnológicas, a Revista Moda Rio esteve

no encontro das APLs, promovido pelo governo

do estado em parceria com a Firjan. Na ocasião,

foi apresentado aos empresários e presidentes de

sindicatos e instituições fomentadoras dos setores

econômicos, historias de sucesso de plataformas de

serviços pela internet.

As estrelas da iniciativa foram o francês

ThibaudLecuyer, co-fundador e diretor de um dos

maiores e-commerce da América Latina, o Dafiti, e

o diretor da 99Desing, Dan Strougode. Essa é uma

plataforma com mais de 1 milhão de desingner que

oferecem serviços online, a baixo custo. A conversa

foi intermediada pela jornalista Mariana Procópio, da

TV Bandeirantes.

A Firjan, como de praxe, encerrou o ano com um

almoço entre empresários e autoridades e anunciou o

Plano de Desenvolvimento do Estado e um programa

de qualificação setorial do Senai.

Mas os micro produtores também ganharam espaço

nessa edição, numa matéria que traz o Sebrae e o

Comitê Olímpico como agentes de um setor que

cresce a trancos e barrancos no País, o da economia

solidária, feita com Ongs, associações e cooperativas.

E assim, a Revista Moda Rio, em sua 60ª edição,

encerra suas atividades, também abatida pele crise

econômica que assola o país. Essa é a última edição

do único periódico que registrou, por 12 anos,

um pouco dos bastidores da moda carioca. Deu

visibilidade a eventos que a mídia diária manteve em

segundo plano. Sem anunciantes, a solução é guardar

o bloquinho e a caneta do jornalista que, até aqui,

tornou possível essa jornada.

Boa leitura e obrigado por ter estado conosco

durante tanto tempo.

VICTOR MISQUEY

PRESIDENTE DO MODA RIO SINDIROUPAS E

MEMBRO CONSELHEIRO DA FIRJAN